Não existe aposentadoria

Amar não é suportar tudo. Aguentar qualquer coisa.
Não é porque você ama que o amor se faz sozinho.
Não é porque você conquistou quem desejava que deve relaxar.
Não é porque alcançou a independência financeira que já tem autonomia afetiva.
 
Quando chega em casa do trabalho, depois de oito horas de incômodo, da chuva de cobranças e prazos, cansado, estressado, faminto, não adianta afundar no sofá, esticar as pernas, esquentar algo e se apagar.
Não terá direito à solidão e ficar em paz. Não terá direito a não conversar. Não terá direito a não ser afetuoso. Não terá direito a assistir televisão sem ninguém por perto.
 
Ela quer senti-lo, entendê-lo, percebê-lo.
A noite é manhã para o amor.
É só você e ela.
 
É acolher as dúvidas, abraçar demorado, preparar a janta, perguntar sobre os amigos, valorizar os apelidos, deitar próximo, não se distanciar do campo elétrico da pele.
Amar é muito mais grave do que uma profissão. Muito mais complicado. Não tem aposentadoria.
 
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